Malaka e os portugueses.

Foi durante muito tempo um entreposto comercial

, nas mãos dos chineses e do sultão de Malaka, com a entrada dos portugueses na luta pelo controlo das rotas marítimas que até ai eram propriedade dos árabes e dos chineses, e sabendo de onde vinham os produtos que os nossos marinheiros levavam para Lisboa, e como seria melhor ir as próprias fontes de abastecimento, e assim foi começou com a luta contra os piratas que infestavam os mares, vermelho, indico depois no estreito de Ormuz, que foi conquistado por Afonso de Albuquerque.

Pelo ano de 1512, chegou Afonso de Albuquerque vindo de Goa com uma armada, com intenção de conquistar a cidade, pôs cerco a Malaca, acabando o sultão por se render e aceitar a entrega da feitoria aos portugueses, que a partir dai, expandiram-se por toda a Asia.

Saiu daqui o primeiro português que andou por terras do reino do Sião, e muitos outros que se espalharam pelos países da região.

Logo que a conquista estava consumada foram necessárias obras, de fortificações, datando dessa data a construção do forte de São Tiago, para que Malaka não ficasse a mercê de um qualquer aventureiro. Ouve varas tentativas de reconquista mas a todos esta gente foi resistindo, vindo a sucumbir as mãos dos Holandeses, que eram inimigos da Espanha como tal passaram a ser nossos também, tentando ocupar o império português, desde o Brasil, passando por Africa e na Asia, onde viríamos a perder esta joia, mesmo com armas diferentes, não foi fácil levar de vencidos os poucos portugueses.

A grande maioria desta gente, que se considerava português, e consideram-se ainda hoje seus descendentes, como filhos de uns pais, que muitos nunca viram mas que para todos è o seu. Eram na sua maioria descendentes de portugueses que nasceram na India em Goa, Damão e Diu antigas posse coes portuguesas, conservando os nomes que hoje não são tão populares em Portugal.

Guardam o seu nome que è o que mais os aproxima dos pais longinco que nunca viram, aqui continuam vivendo mantendo vivas as tradições que foram passando de pais para filhos, só alguns nomes e que foram mal registados e hoje apresentam uma grafia bem diferente.

Com a chegada da televisão, ficou mais fácil para esta gente ter notícias da que eles consideram a sua terra.

Hoje fui visitar uns amigos portugueses, e era fácil ver nos seus olhos a alegria com que ouviam o que a gente contava, o Papa Joe, que já esteve em Portugal mais que uma vez, tendo guardado tudo o que foi publicado nos jornais de velho continente, (fazendo questão de me relatar tudo) sobre ele e o grupo de que faz parte juntamente com a mulher e dois filhos, e por fim pôs o hino nacional a tocar, e me desculpem mas parece que o sabia melhor que eu.

O almoço foi como quase sempre, composto de camarões, que estavam uma delícia e um peixe assado numa folha de alumínio, acompanhado de legumes, só faltava mesmo o vinho português.

O restaurante do Papa Joe, è um cantinho de Portugal desde a decoração onde não falta a bandeira nacional e todas as recordações que os amigos deixam no seu estabelecimento que guarda com muita estimação.

A todos os Lázaros, Alves, Fernandes, Rodrigues e Santa Rita e muitos outros um muito obrigado, sem vocês Portugal não seria o mesmo. Um dia voltarei.

A.B.Cordeiro

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