Viajem pelo Brasil e seus costumes, as padaria

Estou de viajem para o sul do Brasil, e vindo no autocarro aqui conhecido por honibus, vem dando uma volta a memória, sobre os que os portugueses, que vieram na década de 50 sessenta, faziam nesta terra que tão bem os acolheu.

Eram muitos os que se dedicavam a panificação, sendo por isso chamados de padeiros, houve tempo em que representavam mais de 80 por cento, viviam bem com uma pequena padaria, podiam criar suas famílias sem problemas, embora haja muitos que fizeram fortuna, e passaram para outros ramos de actividade, esses eram os mais preparados, os outros foram destruídos, pela concorrência desleal dos grandes supermercados que apareceram na década de 90, ainda me lembra de ouvir dizer ao meu amigo, Francisco Fernandes conhecido por Chico criança, que eles os supermercados davam conta de tudo vendiam o pão a metade do preço do que eles poderiam vender, para ter algum lucro.

A padaria no Brasil, não è só um local onde se vende pão, mas sim um minimercado, onde se pode encontrar de tudo, mas elas já deixam saudade, os patrícios, que tinham vindo das nossas terras, sem nunca terem tido qualquer experiencia de comercio, mas que se adaptavam muito bem, embora como em tudo houvesse os que nunca chagavam a nada e muitos acabavam por viver muito mal.

Aqui no rio, bem próximo onde eu fico, havia bastantes padarias, e hoje não tem uma só, eu ainda me lembro de por vezes passar por lá, e conversar um pouco com os donos, que depois de ouvirem falar a sua língua sem sotake, ficavam contentes e desejosos de saber algo da terra, eram pessoas muito trabalhadoras, que não contavam horas e viviam para isso a padaria era a sua vida.

Hoje fico triste, que tenha terminado, algo tão típico desta terra, como a padaria onde se batia um papo e se bebia um cafezinho de saco bem entendido.

Nos bairros mais pobres ainda sobrevivem, mas sem futuro, a concorrência é grande e o ganho è pequeno, no bairro do Leblon onde fico, no Rio havia muitas, hoje

Viajem pelo Brasil e seus costumes, as padaria

Estou de viajem para o sul do Brasil, e vindo no autocarro aqui conhecido por honibus, vem dando uma volta a memória, sobre os que os portugueses, que vieram na década de 50 sessenta, faziam nesta terra que tão bem os acolheu.

Eram muitos os que se dedicavam a panificação, sendo por isso chamados de padeiros, houve tempo em que representavam mais de 80 por cento, viviam bem com uma pequena padaria, podiam criar suas famílias sem problemas, embora haja muitos que fizeram fortuna, e passaram para outros ramos de actividade, esses eram os mais preparados, os outros foram destruídos, pela concorrência desleal dos grandes supermercados que apareceram na década de 90, ainda me lembra de ouvir dizer ao meu amigo, Francisco Fernandes conhecido por Chico criança, que eles os supermercados davam conta de tudo vendiam o pão a metade do preço do que eles poderiam vender, para ter algum lucro.

A padaria no Brasil, não è só um local onde se vende pão, mas sim um minimercado, onde se pode encontrar de tudo, mas elas já deixam saudade, os patrícios, que tinham vindo das nossas terras, sem nunca terem tido qualquer experiencia de comercio, mas que se adaptavam muito bem, embora como em tudo houvesse os que nunca chagavam a nada e muitos acabavam por viver muito mal.

Aqui no rio, bem próximo onde eu fico, havia bastantes padarias, e hoje não tem uma só, eu ainda me lembro de por vezes passar por lá, e conversar um pouco com os donos, que depois de ouvirem falar a sua língua sem sotake, ficavam contentes e desejosos de saber algo da terra, eram pessoas muito trabalhadoras, que não contavam horas e viviam para isso a padaria era a sua vida.

Hoje fico triste, que tenha terminado, algo tão típico desta terra, como a padaria onde se batia um papo e se bebia um cafezinho de saco bem entendido.

Nos bairros mais pobres ainda sobrevivem, mas sem futuro, a concorrência é grande e o ganho è pequeno, no bairro do Leblon onde fico, no Rio havia muitas, hoje não há nenhuma, as últimas duas fecharam, devido ao aluguel do espaço não permitir, que uma padaria pudesse pagar tanto, agora funciona lá um stand de carros de luxo, a outra foi vendida pela morte do português e agora è um restaurante de luxo.

Com certeza que ainda há padarias, que seguem ganhando dinheiro mas por quanto tempo? Os alugueis são cada dia mais caros e só algum negocio com mais valor acrescentado pode pagar.

Ainda me lembro da primeira vez que vim ao Brasil fui visitar o chiquinho em São Paulo e ele tinha uma padaria no limite da cidade e de uma favela, para mim foi algo de novo comi lá uma carne estufada com palmito que delicia, depois fomos fazer a entrega de pão com um jipe, que ele lhe chamava de rural, e paramos num buteko onde estava alguém e o chiquinho ofereceu um cachaça, e depois ele me disse que o cara era um bandido fiquei preocupado, porque eu não conhecia nada disto, agora sei bem o que era

Estou saindo um bom dia para todos e venham sempre. A.B.Cordeiro

não há nenhuma, as últimas duas fecharam, devido ao aluguel do espaço não permitir, que uma padaria pudesse pagar tanto, agora funciona lá um stand de carros de luxo, a outra foi vendida pela morte do português e agora è um restaurante de luxo.

Com certeza que ainda há padarias, que seguem ganhando dinheiro mas por quanto tempo? Os alugueis são cada dia mais caros e só algum negocio com mais valor acrescentado pode pagar.

Ainda me lembro da primeira vez que vim ao Brasil fui visitar o chiquinho em São Paulo e ele tinha uma padaria no limite da cidade e de uma favela, para mim foi algo de novo comi lá uma carne estufada com palmito que delicia, depois fomos fazer a entrega de pão com um jipe, que ele lhe chamava de rural, e paramos num buteko onde estava alguém e o chiquinho ofereceu um cachaça, e depois ele me disse que o cara era um bandido fiquei preocupado, porque eu não conhecia nada disto, agora sei bem o que era

Estou saindo um bom dia para todos e venham sempre. A.B.Cordeiro

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