Ocupação da Ribeira de Remondes segunda parte.

Depois de terem ocupado todo o espaço,

até chegarem onde hoje se chama o São Filipe, aqui se fixaram e estiveram presentes até a idade média, altura em que o Rei povoador obrigou os pequenos povoados a se unir, tendo ficado por aqui apenas a Capela de São Filipe que ainda existia nessa altura.

A uns 700 metros mais acima, mais uma vez no lado esquerdo no sentido nascente se encontram vestígios de um antigo povoado romano, e onde podem ser encontrados muitos restos de cerâmica.

Não se sabe ao certo o porque de existirem dois pequenos povoados tão perto um do outro, mas o que fica é a convicção que eram de épocas distintas, e que o de São Filipe é um povoado mais antigo, onde se encontram muitos restos de cerâmica tipo romano, e que foi habitado até mais tarde, tendo o povoado romano sido absorvido pelo São Filipe. Embora já tenha sido pesquizado superficialmente, os arqueólogos não chegaram a conclusão onde se situava ao certo, embora seja dentro da cortinha que foi dos costas e que hoje é dos monteiros e de José Afonso.

O povoado que existiu perto do carreirão que passava entre a antiga regada da Miguela e da que foi de Carolina Amélia Rigó, e que hoje pertence todas aos herdeiros da casa dos Baptista Cordeiro, e que seguia para o lombo do cavaleiro e depois seguia para os cimocontins, linhares e Azinhoso, num pequeno outeiro podem ser vistos muitos restos de cerâmica que estão um pouco longo do local onde se situava o pequeno povoado, que esteve ai sem nunca ninguém ter dito nada até que numa das minhas pesquizas encontrei o que tantas vezes tinha visto sem saber o que era.

Por estes lugares houve muita movimentação humana e seguindo o curso no sentido nascente, lá seguiram e a pouco mais de um quilometro no sitio chamado de Vale fui encontrar vestígios de outro povoado talvez mais recente, mas nunca antes da fundação de Portugal, ali se encontram restos de cerâmica no lado esquerdo numa horta que era de Francisco Sousa e também encontrei do outro lado perto de onde passava o antigo carreirão da quintade Santo Antão, ali existem também restos de cerâmica de tempos passados.

Com toda a certeza que eles andaram por ali, tinham todas as condições para se fixar e deixaram nomes que ainda perduram hoje, e num local a que chamam de quarte-lhos que esta associado a coisas antigas, mas que ainda não encontrei nada que o possa afirmar, a não ser o próprio nome. Cimecontige, um nome estranho que o povo chama de cimecontins, embora esse lugar seja conhecido por outros nomes, mas não deixa de ser curioso por se encontrar na bacia da Ribeira de Remondes.

Muitos outros vestígios estarão por descobrir mas com o tempo e a paciência lá acabarei por descobrir tudo.

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