Remondes, e suas mulheres que desempenharam um papel muito importante nesta aldeia.

O documento de Remondes mais antigo, em que aparece o nome de um cidadão natural desta terra, pertence a uma mulher que se chamava Domingas Gonçalves, que foi presa, pelo Tribunal do Santo Oficio, Inquisição de Coimbra em 31.07.1604, sobe acusação, blasfémia; Heresia; e Apostasia, era natural de Remondes , concelho de Mogadouro Arcebispado de Braga e moradora nesta aldeia. Era filha de Fernão Anes, lavrador e sua mulher Catarina Gonçalves, era solteira, foi presa em 31.07.1604, foi sentenciada em 28.03.1610. Foi passada á réu, o termo de soltura e segredo em 1610.03.29, e em 15.05.1610, foi-lhe tirado o hábito penitencial, comutado em penitências, depois não se soube mais nada dela.

No documento que segue, vamos encontrar uma mulher de Remondes que foi mordoma, hoje é natural, mas para a época em que as mulheres eram vistas de outra maneira, há que dar valor aquelas que se impunham pelas suas convicções. A primeira que foi eleita mordoma, da confraria de Santa Sinforosa, no dia 3 de Janeiro de 1814, tomando-se as contas, ao preterido mordomo de Santa Sinforosa para entregar a futura mordoma, Maria da Cruz que há-de servir na era de 1814. Presentes o Pároco, o mordomo, e o juz da Igreja que assinaram.

Seguem as contas que podem ser vistas no documento.

Com esta forma, ouve estas contas por conferir e assinar, o juiz da Igreja Miguel Alves, o pároco, Manuel Gonçalves Nicolau, e Juiz da Igreja Miguel Alves.

Depois destas, ainda apareceram várias mordomas, tendo a Maria da Cruz sido mordoma até 1817, e sucedeu-lhe no cargo Catarina Maria, que exerceu atè 1818 sendo substituída por Miguel Alves.

Em 1820 aparece outra mordoma chamada Maria dos Santos, que se manteve durante três anos sendo substituída por Barbara Maria que seguiu durante alguns anos tendo as mulheres se alternado nesta devoção de servir a Santa Sinforosa.

Salguem soubesse a luta que este povo travou para mandar fazer a capela em honra de Santa Sinforosa, não poria em causa a sua devoção.

 

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