A lenda, e a realidade da velha capela do Santo Antão.

Todos já ouviram falar, e grande parte,

ainda conheceu a velha capela que existiu no centro da quinta um pouco abaixo da actual, onde existem muitos vestígios, mas saber de outra também em honra de Santo Antão, num outro local junto das antigas eiras da quinta, onde existem vestígios muito fortes, e até partes do portal da antiga capela, o que leva a crer que ela existiu ali, muito antes de ser construída junta da actual capela, que tem uma porta de cantaria que foi levada da outra, mas esta agora descoberta não tinha cantaria, e por isso muito mais velha, e estou a crer que pode ter sido a primeira em honra de Santo Antão.

Encontrei também restos de cerâmica o que leva a concluir que ali viveram pessoas que depois transferiram-se para onde existem as ruinas da quinta de Santo Antão.

A capela velha, ficava quase no demarcação do termo de Soutelo, e por isso diz a lenda, que os habitantes desta aldeia queriam leva-la para Soutelo, mas o povo não, aceitava pertencer a outra aldeia que não fosse Remondes, e por isso mudaram a capela para a quinta actual, lá vem a rivalidade a tona, mas eu estou certo que a mudança dos habitantes que estavam neste lugar , assim como espalhados pelas redondezas, foi motivada, pela melhor localização da actual quinta e pelo repovoamento que se operou no reinado de D. Afonso III, que deu origem a actual quinta, assim como ao reforço da aldeia de Remondes com a chegada de outros habitantes que estavam espalhados pelo nosso termo.

Teriam estes habitantes vindo do São Filipe? É bem possível, embora não existam documentos que possam comprovar esta tese, embora em estudos futuros isso seja possível.

A Quinta era um local aprazível, com muita água e boas terras, condições mais que boas para se poderem fixar.

Como pode ter passado esta capela ao lado de todas estas gerações? Era um tabu, ter que dizer que foi mudada com medo que outros a levassem para Soutelo, como se diz em gíria ter medo do vizinho.

Eu já tinha encontrado restos nessas paragens, na direcção da Paixão, junto do último Castanheiro existente, que fazia parte de um souto que ocupava toda essa terra.

Espero que não apareçam alguns que vão procurar algo que não existe por lá dinheiro ou tesouros naqueles tempos o povo era muito pobre lutava pela sua sobrevivência, e nem sempre o conseguia.

No dia 7 haverá uma caminhada para quem quiser passear, e saber algo mais da nossa terra, só espero que ninguém deprede o que existe que deve ficar no local para gerações vindoiras possam ver.

A.B.Cordeiro

 

 

 

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