História de uma casa.

Fica situada na rua principal perto da pracinha, no número 21,

numa pedra,  esta inscrita uma data de 1750, numa cantaria de uma janela existente, e do lado as iniciais de um dos ocupantes chamado Avelino Ramos Gomes.

Quem teria mandado fazer esta casa e colocado este data? Se a pergunta é fácil, a resposta é muito difícil, se não vejamos. O primeiro de que há noticia que habitou esta casa foi Francisco António Esteves, e sua mulher Constantina da Ressurreição Mendes ou Pascoal, que viviam nela pelos anos de 1880, e eram pessoas humildes, e seguindo a árvore genológica, nenhum deles é originário de Remondes, por isso fica de fora esta hipótese, não de todo?

José Esteves, filho legítimo de Francisco Esteves, e Ana Pires, naturais de São Pedro da Silva, concelho de Vimioso, casaram em Remondes aos 12-07-1846, com Genoveva da Conceição Caçarelhos, filha legítima de Bernardo António Caçarelhos, natural de Remondes e sua mulher Maria Emenência Martins, natural de Paradela.

Tiveram os seguintes filhos, Manuel José Esteves, António Joaquim Esteves, Francisco António Esteves e Doretheia da Natividade Esteves.

Francisco António Esteves, que é o que interessa neste caso, casou em Remondes com Constantina da Ressurreição Mendes ou Pascoal, nascida nesta freguesia aos 25-05-1859, filha legítima de José dos Santos Mendes, natural de Remondes, alfaiate de profissão, neta paterna de Francisco Manuel Mendes, natural do Azinhoso, e Gerónima da Conceição Faia de Remondes, bisneta materna, de Francisco dos Santos Faia natural de Remondes e de Ana Maria de Sousa, natural de Alfandega da Fé, bisneta paterna de João Mendes e Ana Maria Mendes ambos naturais de Azinhoso.

Neta materna José António Pascoal e Teresa de Jesus (Gonçalves) ambos de Brunhoso.

Como se pode verificar todos os antepassados dos moradores desta casa eram de aldeias vizinhas, o que penso tenha sucedido é que tenha sido comprada a alguma família que entretanto desapareceu, ou através de casamentos tenha deixado a aldeia.

Morava em 1900 na casa que estamos seguindo a história, Francisco António Esteves e sua mulher, e Dorinda da Ressurreição Esteves, e Matilde dos Santos Esteves que nasceu em 1897, e casou em Remondes aos 28-05-1918, com Joaquim Maria Esperança, filho legítimo de Francisco António Esperança e Maria Cândida Faia, tendo emigrado para o Brasil onde vivem seus descendentes.

 

Como disse há uma pedra onde existem as iniciais de A.R.G que quer dizer Avelino Ramos Gomes, que veio a casar com uma filha de Francisco António Esteves chamada Dorinda da Ressurreição Esteves, e que viviam todos em 1905.

Avelino Ramos Gomes era natural de Soutelo filho legítimo de Paulino Augusto Ramos, natural de Soutelo e Emília dos Anjos Martins, natural de Vidoedo

Esteve no Brasil onde nasceram alguns dos filhos de entre eles  o Paulino, tendo regressado, nunca mais saiu desta aldeia, onde morreu.

Os únicos que eram de Remondes desta família eram os Caçarelhos e os Faias, que eram pessoas muito simples para poderem construir uma casa assim.

Depois viveu nesta casa a senhora Maria Rita Gomes e seus filhos que depois foram para o Brasil e o Paulino Gomes que nasceu no Brasil e morreu aqui em Mogadouro. Hoje esta abandonada esta que outrora era uma boa casa hoje nada vale é a lei da vida e da morte, que mesmo nas casas também tem suas leis.

 

 

 

 

 

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