Em tempos que já lá vão

 

eram muitos os animais que todo o dia percorriam a aldeia , fosse para irem pastar ou para trabalhar, eram a fonte de trabalho e força da nossa aldeia. Com eles se ergueram as casas, as paredes e se fabricavam os campos onde os habitantes colhiam o seu sustento.

Na verdade eram animais dóceis, que se compunham com pouco e nos ofereciam tanto em contrapartida. Eram companheiros sempre prontos à espera do seu dono para mais um dia de trabalho.

Antigamente eram juntas de bois que forneciam todo o trabalho mas já no século passado deram lugar a juntas de vacas que além de oferecerem trabalho ainda presenteavam os seus donos com um vitelo por ano o que era uma fonte de riqueza que não podiam menosprezar. Foi isso que deu o golpe fatal nas lendárias juntas de bois  que foram substituídas por juntas de vacas que se mantiveram em actividade até aparecerem os tractores que prescindiram delas para sempre.

Esta junta de vacas foi a ultima a existir na nossa terra e ficará para sempre como a última. O que nunca saberemos é qual foi a primeira. Pertenceu esta junta de vacas de raça mirandesa a Francisco Alves conhecido por Chico Cezaro

 

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