Passeio cultural, o último dia de 2011

O ano estava quase a terminar,

o dia estava lindo cheio de sol, depois de almoçar peguei na carrinha e lá fui eu na direção do Cú de Sal, passando antes por vários locais onde realizei pesquisas a fim de poder compreender o passado.

Parei as alminhas tendo realizado um passeio nos terrenos que ficam da parte de cima do caminho, onde não encontrei nada, segui e fui parar ao fundo do arçanhal, e percorri varias terras e passei, onde existe uma terra onde que hoje é horta e vi o que na minha juventude existia em quase todas, uma picota, ou cegonha como quiserem lhe chamar.

Depois segui sempre pelo caminho na direção do plourenço, sempre pesquisando e encontrei uns vestígios num terreno, embora não muito consistentes mas que podem querer dizer que por ali andaram pessoas noutros tempos.

Passei pelo caminho que outrora era quase impossível de ser percorrido e hoje o fiz com a minha carrinha sem problemas, cheguei ao ribeiro do plourenço onde havia duas construções uma era um pequena corte e uma casa de arrumação que hoje estão abandonadas e em ruinas, parei e ainda andei vendo mas não encontrei nada segui e lá cheguei ao famoso Cú de Sal, e me lembrei de ouvir dizer que uma vez esteve aqui neste povo um senhor que tinha vindo do Brasil e trouxe uma mulher que era italiana e falava um pouco mai o português, e numa noite tendo o seu António partido para este local e como não chegava ela foi bater a porta de um vizinho que se chamava Paulino, e lhe disse . Livanta-te Paulino vai saber do meu António que foi para o cu di sal e não voltou? Ao que ele respondeu, estou descalço e tenho os pés suados…., parece mentira, mas foi a realidade e o António la chegou.

Eu parei no dito Cú de Sal, hoje nada tem a ver com o que o tio Paulino conhecia, nesse tempo era um jardim, hoje poucos dos tantos hortos estão fabricados, esta tudo abandonado, mesmo assim o erário publico fez aqui uma fonte com bebedouros para os gados que já não existem, a isto se chama deitar dinheiro fora mas, não deixo de dizer que a agua é bem fresca e limpa.

Depois de andar por ali a procura do que eu pensava existir, mesmo não encontrando nunca desista e por vezes a gente recebe a justa recompensa.

Depois de passar pela fonte e pela segunda moreira que penso ser pública fui até ao alto, perto de onde há pouco colocaram um posto de alta tensão, ali voltei a parar e segui na direção do cabeço do Leigial, e qual não foi o meu espanto, ao ver algo que nunca tinha visto por estas paragens, uma mó manual, que mesmo se esteja partida ao meio se pode ver que é algo de muito importante para saber da historia dos povos que passaram por esta terra.

Espero que o novo ano nos traga muitas descobertas para um dia sabermos melhor a historia da nossa terra.

Feliz Ano Novo.

 

 

 

 

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