Curiosidades da nossa terra, as Sardinhas.

Antes de mais, espero que leia tudo para poder compreender,

o porquê de eu falar deste peixe, que hoje é tão popular, e reúne todos num convívio fraternal.

Desde há muito que vejo documentos velhos, onde se fala em sardinhas, sempre que existiam obras na aldeia feitas pela Igreja, ou pelas autoridades sempre aparece, vinho, pão, sardinhas e queijo, era a ementa sagrada, e isto já remonta ao fim do século XVIII em diante.

O que interessa é saber como elas chegavam aqui, porque se hoje é fácil naqueles tempos sem estradas, e sem meios de transportes motorizadas ficavam muito difícil, vinham em diligencias que demoravam vários dias a chegar a Mogadouro onde depois eram compradas por esta gente.

Quando se fizeram as contas de uns trabalhos feitos na capela de Santo Antão, lá estava o menu que era sempre servido aos que com seu trabalho faziam obras da capela de Santo Antão.

Mas qual? A que esta neste momento no Santo Antão já é a terceira, a primeira já foi construída há muitos anos, penso que durante a idade média.

Era esta capela muito modesta, sem portal de cantaria, feita de pedra local, que possivelmente veio da paixão onde abunda, semelhante a que encontrei no local onde existiu a primeira capela, no alto de Santo Antão onde eram as eiras que nesse templo eram publicas mas que agora são pertença de privados.

A antiga capela, que todos falam, dentro da actual quinta, foi mandada construir a fim de responder aos desejos da população, porque a antiga ficava muito distante, e o povo que outrora viveu junto desta, foi morar para a actual, ainda antes de 1700.

Foi a capela feita pelos anos de 1787 conforme se pode ver na foto que segue, em que o mordomo velho, António Francisco Variz, entregou as contas ao mordomo novo, Manuel Francisco Frade, e onde se pode ver nas despesas, gostos com os carreiros, para apanhar a pedra para a capela… 280 reis, a telha 240 reis , o cura era José Martins Lagoa.

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