A Esteva, Cistus Ladanifer

Existem na natureza, 8 géneros e 160 espécies, tem caules muito duros, e pegajosos, que se agarram a roupa e a pele, esta característica pegajosa deve-se, a alta concentração de um constituinte resinoso chamado, Làdano, serve esta resina, para a planta se defender, do clima agreste e seco onde se instala, nada cresce a sua volta.

As flores são de uma beleza impar, tem de 7 a 10 centímetros de pedúnculos curtos e brancos (a variedade Ladanifer a mais comum na nossa terra), com uma mancha escura na base de cada uma, das cinco pétalas (há pessoas que pensam que elas representam as cinco quinas de Portugal), a variedade Macalutus, sépalas caducas, fruto, cápsulas tomentosas, com sete a dez lóculos, que eram muito apreciados quando tenros pelo gado ovino e caprino, dizendo os antigos que o gado produzia mais leite quando este se alimentava de bilrotes, assim conhecidos na nossa terra. Existem ainda outras variedades de estevas, uma que aqui é conhecida por esteva branca, há bastante no azinhal, também conhecida por roselha, com flores de cor rosa púrpura (cistus- crispus).

As propriedades medicinais da esteva, não estão ainda muito investigadas, mas desde há muito, que se sabe que são anti-sépticas, anti-bacterianas, e antivírus, sendo utilizada externamente, para lavar e desinfectar feridas, e aliviar picadas de insectos.

O óleo extraído de toda a planta é usado contra a queda de cabelo, é utilizada em aromaterapia, para combater o stress, ou diluído em óleo de base, para massajar a pele contra as rugas, agindo como regeneradora de tecidos.

O seu óleo serve também, para combater doenças de pele, e prevenir alguns distúrbios linfáticos. Acredita-se que tenha propriedades sedativas. È também usado na tinturaria, para obter um tom verde acastanhado.

O nome da esteva vem do grego cistus que significa cesto, devido ao facto de seus frutos de 7 a 10 cm se assemelharem a uma cesta.

Antigamente se fazia muito carvão desta planta, sendo considerado um dos melhores, mas hoje já não serve para quase nada a não ser ocupar o lugar de outras plantas que não resistem a mudança do clima.

È muito aconselhável curar o fumeiro, com o fumo desta planta, que abunda na nossa terra, e na primavera é uma paz para a alma e uma maravilha para os olhos.

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